Evangelizar é preciso?

26 outubro 2026

Muito mais do que frequentar a Igreja, os cristãos devem assumir para si a missão de evangelizar. Se faz necessário propagar os preceitos de Jesus Cristo para “fora do aquário”. O modelo de evangelização proposto pelo Papa Francisco é de uma Igreja mais participativa e aberta, mais descentralizada, disposta a assumir riscos, como escreveu em sua exortação Evangelii Gaudium “prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças “(EG 49).

É urgente trazer o cristão que perdeu a sua fé e o sentido profundo da vida para o coração de Cristo novamente, seguindo as diretrizes do Santo Padre, que nos diz que é necessário que os cristãos “tornem visíveis aos homens de hoje a misericórdia de Deus, sua ternura por cada criatura. Sabendo que a crise da humanidade contemporânea não é superficial, mas profunda. Por isso, a nova evangelização, ao mesmo tempo em que convida a ter a coragem de ir contracorrente, chama a se converter dos ídolos para o único Deus verdadeiro, não pode mais do que usar a linguagem da misericórdia, feita de gestos e de atitudes, antes do que de palavras”.

O Papa também ressalta que “cada cristão foi chamado a ir ao encontro dos demais, a dialogar com os que não pensam como nós, com os que possuem uma fé diferente ou não a possuem. Encontrar a todos, porque todos temos em comum o fato de termos sido criados à imagem e semelhança de Deus. Podemos ir ao encontro de todos, sem medo e sem renunciar a nossa pertença”.

Evangelizar é preciso e com urgência, pois as pessoas estão insatisfeitas, angustiadas, vivendo a base de ansiolíticos. Por que? Porque estão desintegradas, passando por tribulações sem enxergarem uma solução. A fé está abalada e está perdida, por isso, evangelizar é preciso não é fazer proselitismo, é fazer a pessoa encontrar com o lado bonito que ela tem dentro de si mesma com a unção do Espírito Santo.

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