Em maio, ao completar um ano de pontificado, o Papa Leão XIV publicou sua primeira carta encíclica intitulada de Magnifica Humanitas.
As encíclicas são os textos mais importantes no magistério de um papa, direcionado à “todas as pessoas de boa vontade”, como fiéis e bispos. É um documento que expõe a doutrina católica diante de temas atuais que impactam na humanidade.
No texto, o Papa Leão XIV deixa claro que a encíclica não é uma rejeição às novas tecnologias, na verdade, alerta sobre a dignidade humana em meio à era digital e torna esse assunto mais consciente sobre limites e consequências.
O ponto defendido na encíclica é que deve existir uma regulamentação destas tecnologias, com supervisão e responsabilidade. Em outro momento, o Papa afirma que os sistemas tecnológicos devem focar na pessoa humana. Segundo o vaticanista Filipe Domingues, professor na Pontifícia Universidade Gregoriana e diretor do Lay Centre em Roma, na visão católica, o ser humano por ser “criado à imagem e semelhança de Deus” têm um valor absoluto a dignidade.
“A humanidade — em toda a sua grandeza e em todas as suas feridas — jamais deve ser substituída ou superada”, afirma Papa Leão XIV.
A encíclica também cita a inteligência artificial no uso militar e condena armas letais. Algoritmos não devem tratar de decisões importantes sobre vida e morte. Por fim, o texto declara que quando distribuída com inclusão e de forma sustentável, a tecnologia contribui para a paz.
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